A IMPERATIVA REVELAÇÂO DA INFORMAÇÂO NÃO ESTRUTURADA

Por André Vilela

CTO da Hitachi Data Systems

“Um dos grandes desafios da indústria da informação é dar o destino correto a essa quantidade espantosa de dados que nos cerca por todos os lados, a todos os momentos”

“Uma cultura de valoração, busca, interpretação e proteção dos dados é de fundamental importância para uma sociedade que pretende funcionar com agilidade e segurança”

Abril de 2013 - Olhando para algumas características da sociedade pós-moderna, a maneira frenética como as informações são geradas e reproduzidas é, notoriamente, um de seus aspectos mais emblemáticos. No século XXI, a informação é protagonista, capaz de definir grandes mudanças econômicas, políticas e sociais. No mundo da tecnologia, medimos a quantidade de informação em gigabytes, terabytes, petabytes e o termo exabyte já começa a popularizar-se, visto o volume de dados produzido nos dias de hoje. Mais que isso, os dados, neste contexto, passam a apresentar-se de outras formas, que resumimos classificando-os em “estruturados” e “não estruturados”.

É sobre a segunda classificação que empresas como a Hitachi Data Systems (HDS), e mais recentemente grandes concorrentes do setor, não tiram os olhos e apostam suas fichas. Acredite: no mundo atual, há um exército em ação formado por engenheiros, matemáticos, sociólogos, administradores, entre outras tantas especializações, com o objetivo de lidar com o gigantesco universo da informação não estruturada. Este tipo de dado é o maior responsável por uma revolução sem precedentes, imperativa e muito desafiadora ao mundo dos negócios.

Grosso modo, a informação estruturada é aquela formatada, como são os dados de uma conta corrente ou um registro de uma transação eletrônica. Informações não estruturadas poderiam ser imagens da câmera de segurança de um edifício, posts de uma rede social sobre o mais recente televisor japonês ou, quem sabe ainda, a gravação de uma conversa da central de telemarketing. Informações respectivamente importantes para uma empresa de vigilância, SAC de um varejista e, no último caso, até mesmo para o Jurídico de uma operadora de telefonia que necessite, por exemplo, comprovar a concordância de um cliente com um serviço que passou a ser tarifado mensalmente.

O mundo gera cada vez mais informações não estruturadas e as empresas que não atentarem para isso correm risco de sobrevivência numa sociedade em que a economia também navega em informação.

Ao reunir quantidades significativas de dados de distintos formatos em velocidade extremamente alta, nos deparamos com dois desafios: onde colocá-los e como fazer uso deles. De um lado a questão da disponibilidade e segurança. De outro, a razões para mantê-los guardados. Se apenas por uma questão de auditoria, certamente o destino e os critérios de guarda serão um desafio, mas se este volume de dados servirá para a tomada de decisão, então temos um cenário totalmente distinto.

A verdade é que uma sociedade com o nível de sofisticação e atividade como a nossa não poderia sustentar-se sem a gestão em tempo real da informação. Será impossível no futuro fazer a gestão do trânsito, da segurança dos transportes, da cidadania, dos serviços, da educação, da produção, das finanças, da energia (...) sem ferramentas de tomada de decisão.

Estudo de 2011 da revista Science apontou que, entre 1986 e 2007, a humanidade armazenou 295 trilhões de megabytes, uma quantia tão exorbitante que fica até difícil interpretar em níveis práticos. Há suposições de que a velocidade da proliferação de dados é o fator mais relevante: cerca de 90% dos dados mensuráveis no mundo teriam sido criados apenas nos dois últimos anos.

Um dos grandes desafios da indústria da informação é dar o destino correto a essa quantidade espantosa de dados que nos cerca por todos os lados, a todos os momentos, advindos de redes sociais, aplicativos, fotos e vídeos digitais, transações bancárias, e-mails, voos, pagamento de contas, chamadas telefônicas, dentre milhares de outras fontes que a sociedade da informação constituiu.

Lidar com esses dados envolve complexas engenharias de TI, mas podemos afirmar que atribuir relevância a esses dados significa fornecer estruturas adequadas de armazenamento, segurança e acesso. E este é o desafio de empresas como a HDS. E não há dúvida que a segurança deve ser uma questão primordial.

Assim, torna-se cada dia mais essencial disponibilizarmos informações em ambientes absolutamente seguros, desenhados de acordo com as necessidades específicas de cada companhia, prezando pela facilidade de acesso àqueles que de fato devam manipular essas informações.

Avanços como a criação das nuvens para armazenamento inteligente são apenas os primeiros passos de uma longa trajetória. Nosso desafio maior, empresa e sociedade, ainda é implementar a cultura de valoração, interpretação e proteção dos dados, para que uma sociedade cada vez mais dependente da informação possa funcionar com agilidade, segurança, e de forma verdadeiramente organizada.

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