Os dois principais problemas da “comoditização” da TI

Por: Hu Yoshida
CTO Global da Hitachi Data Systems.

Logo após publicar aquelas que são as minhas previsões de tendências em TI para 2015, realizei um webcast para debatê-las com dois especialistas, George Crump, da Storage Switzerland, e Greg Knieriermen, um dos mais respeitados executivos de tecnologia nos Estados Unidos, renomado por seus podcasts intitulados "Speaking in Tech", distribuídos pelo Register.

O debate se baseou nos quatro posts que eu havia publicado sobre as tendências que vejo para a TI em 2015. George e Greg se mostraram basicamente de acordo com as tendências que eu identifiquei:
- Business Defined IT
- Adoção acelerada de plataformas convergentes e hiperconvergentes
- Automação de gerenciamento
- Software Defined
- Virtualização Global
- Um maior foco sobre a recuperação de dados e o gerenciamento de cópias de proteção de dados
- O aumento da inteligência nos Módulos de Flash Empresariais
- Big Data e a Internet das Coisas
- Data Lake para o Big Data Analytics
- A Nuvem Híbrida ganha tração

Um dos pontos altos da conversa, para mim, pelo menos, foi quando Greg nos questionou sobre "comoditização" da TI e se isso, em nossa opinião, significaria apenas comprar infraestrutura barata no futuro, com a seguinte pergunta: Que papel a infraestrutura de hardware desempenha agora, e qual desempenhará no futuro?"

George expressou uma opinião interessante. O software defined, a hiperconvergência e a nuvem precisam, todos eles, tornar-se algo mais do que simplesmente meios de economizar e reduzir custos para as empresas, principalmente. Porque elas devem, principalmente, ajudar a aperfeiçoar a TI. A TI encontra-se diante de dois problemas básicos: falta de orçamento e falta de pessoal. A "comoditização" ajuda a lidar com o primeiro problema, mas pouco traz como solução para o segundo. George também disse que é possível defender a tese de que a "comoditização" pode piorá-lo, e este é um assunto sobre o qual ele já escreveu (e que pode ser lido em sua versão original, em inglês, aqui: http://bit.ly/13dTtrT). Como Greg analisou, os custos da "comoditização" podem se somar. "Se as iniciativas acima também puderem ajudar a solucionar problemas relacionados a falta de pessoal qualificado e simplificar a TI, trazendo ao mesmo tempo maiores insights, aí nós teríamos um campeão!"

Eu acredito que a maioria das pessoas concordarão que as soluções convergentes e a nuvem irão simplificar a TI e também baixar os custos, se forem utilizadas da maneira correta. Entretanto, o software defined é frequentemente visto como um modo de "comoditizar" o hardware. Eu, por outro lado, já não vejo assim.

O software defined nunca será melhor do que as capacidades básicas do hardware. Para George "O ponto-chave da tese do pessoal do software defined é que não tem problema usar um hardware menos confiável (a.k.a. commodity) porque as soluções software defined são capazes de acrescentar múltiplos pontos de redundância. E na maior parte das vezes isso está correto. Mas essa redundância custa dinheiro."

Eu vejo o software defined não como um jeito de "comoditizar a infraestrutura e o armazenamento, mas como um modo de simplificar a implementação de hardware e criar uma sinergia entre o hardware e o software. Um bom exemplo é o VVOL da VMware. Ele permite que a Hitachi publique um recurso singular de hardware e software, por exemplo. E é por isso que acho que as inovações na infraestrutura de hardware continuarão a desempenhar um papel importante no futuro e as interfaces software defined permitirão que os usuários as integrem facilmente em uma pilha de soluções.

Para escutar à gravação de nosso webcast na íntegra, e ver o que mais foi debatido, por favor acesse este link. E, por outro lado, eu também gostaria de conhecer sua opinião sobre quais serão as grandes tendências de 2015 para que possamos debate-las em futuros posts aqui.

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