Tendências para 2015, parte 3: Infraestrutura contínua

Por Hu Yoshida
CTO Global da Hitachi Data Systems

Este post é uma continuação da minha série de artigos sobre as principais tendências da TI para 2015. Estas três tendências se classificam sob a categoria de infraestrutura contínua que fornece suporte à Business Defined IT.

5. A Virtualização Global traz uma nova dimensão à virtualização do armazenamento

A virtualização do armazenamento tem sido, até agora, orientada verticalmente, de maneira que uma máquina de virtualização do armazenamento consegue virtualizar outros sistemas de armazenamento acoplados a ela. A virtualização global irá estender a horizontal, perpassando sistemas de armazenamento múltiplos que poderão encontrar-se separados por distâncias na escala de um campus ou de um sistema metroviário no caso de blocos, e distâncias globais no caso de sistemas de armazenamento de arquivos e conteúdo, criando máquinas de armazenamento virtual que contêm um pool de recursos de armazenamento virtual abrangendo múltiplos sistemas de armazenamento físico. Sistemas de armazenamento individuais conectam-se por meio de software para que uma imagem de armazenamento virtual possa ser lida ou escrita por meio de qualquer um dos sistemas de armazenamento.

A vantagem de se ter múltiplos sistemas de armazenamento ativos fornecendo suporte à mesma imagem lógica de dados para uma aplicação está no fato de que a aplicação pode continuar a executar se um dos sistemas de armazenamento vier a sofrer uma falha. Até agora, apenas um sistema de armazenamento podia ser "ativo" ao prover serviço a uma aplicação, e a proteção dos dados era proporcionada pela replicação a outros sistemas de armazenamento em modo de standby "passivo". Se o sistema de armazenamento ativo viesse a falhar, a aplicação poderia ser reiniciada com a réplica dos dados no sistema de armazenamento passivo. A reinicialização exigiria uma interrupção, e mesmo que a replicação fosse realizada de modo sincrônico e os dados do sistema de armazenamento passivo fossem uma reflexão exata do sistema ativo no momento da falha, a recuperação da aplicação teria que checar a consistência transacional. Os logs teriam que ser checados para averiguar quais transações teriam sido completadas e quais teriam que ser reiniciadas antes que o processamento pudesse recomeçar. Esse processo requer um atraso no ponto de recuperação e nos objetivos de tempo de recuperação das aplicações. Em uma configuração na qual ambos os sistemas de armazenamento são ativos (ativo / ativo) a aplicação manteria consistência transacional durante a falha de um dos sistemas de armazenamento. Isto será especialmente importante no caso de aplicações centrais que precisam reduzir o seu tempo de recuperação e objetivos de ponto de recuperação.

Essas máquinas virtuais de armazenamento deveriam ser capazes de fornecer todos os recursos presentes nos sistemas empresariais de virtualização de armazenamento anteriores, incluindo a virtualização do armazenamento externo, provisionamento dinâmico, replicação de grupos de consistência, alto desempenho e alta capacidade de dimensionamento. A mágica vai estar no sistema operacional de virtualização de armazenamento residente nessas máquinas de armazenamento virtual. Pense em um hipervisor para máquinas de armazenamento virtual, semelhante aos hipervisores de máquinas de servidores virtuais como VMware ou HyperV. Máquinas de armazenamento virtual que permitem processamento ativo / ativo para sistemas de armazenamento fisicamente separados pode trazer as vantagens da alta disponibilidade com tempo de recuperação e ponto de recuperação zero, flexibilidade de configuração a distâncias em escala de campus ou metropolitana e migração sem interrupções abrangendo atualizações das tecnologias.

6. Um maior foco sobre Recuperação de Dados e Gerenciamento de cópias para Proteção de Dados

Pesquisas têm demonstrado que a proteção dos dados continua sendo a maior preocupação dos gerentes de data centers. A quantidade de dados em backup continua a crescer exponencialmente, elevando o tempo de recuperação e os objetivos de pontos de recuperação. Boa parte da atenção até hoje tem se concentrado no backup, conversão ao backup baseado em disco e deduplicação para reduzir o custo do armazenamento de backup.

Em 2015, uma parte ainda maior da atenção se concentrará na diminuição do tempo de recuperação e dos objetivos de pontos de recuperação, paralelamente à redução dos custos da proteção de dados.

Algumas técnicas que serão utilizadas para reduzir os tempos de recuperação consistem no uso agressivo de arquivos ativos para reduzir o conjunto de ferramentas necessário para a recuperação, intensificando o uso de snaps e clones viabilizados por tecnologias de cópia fina, armazéns de objetos para dados não estruturados que necessitam somente ser replicados mas não gravados em backup, sincronização e compartilhamento (sync and share) de arquivos a partir de um repositório central, ingestores que replicam conteúdo em um repositório central para recuperação imediata, bibliotecas de fita virtual mais rápidas capazes de dar suporte a multistreaming e multiplexing para reduzir o tempo de recuperação, e controladores de armazenamento ativo / ativo nos quais os volumes virtuais abrangem sistemas de armazenamento individuais, de modo que as aplicações possam continuar a executar sem necessidade de recuperar quando um sistema de armazenamento falha.

O custo da proteção de dados primários tem crescido exponencialmente, não só devido ao aumento da quantidade de dados, mas também por um número crescente de cópias para teste e desenvolvimento, proteção de dados e replicação. Um banco de dados pode ter de 50 a 60 cópias gerenciadas por usuários diferentes, para propósitos diversos. Várias cópias tornam-se órfãs, sem proprietários ou propósitos específicos exceto consumir recursos de armazenamento, e quando uma recuperação se faz necessária não fica claro qual snap ou qual réplica deve ser utilizada. Os administradores de TI irão precisar de ferramentas para descobrir, rastrear e gerenciar as cópias, clones, snaps e réplicas de armazéns de dados em seu ambiente, de modo a reduzir o desperdício associado a todas essas cópias e simplificar o processo de recuperação de dados.

7. Inteligência crescente em Módulos Flash Empresariais

Devido às limitações da tecnologia flash, escrever em blocos formatados, formatação de blocos, recuperação de páginas inválidas, amplificação de escrita, equalização de gasto e gerenciamento de peças extras, um módulo de armazenamento flash empresarial requer uma quantidade considerável de poder de processamento para manter o desempenho, estender a durabilidade e aumentar a capacidade do flash. Em 2015, veremos a substituição de Solid State Devices (SSD) projetados para o mercado de varejo de PCs com módulos flash empresariais que são aprimorados com o poder de processamento necessário para atender às demandas do armazenamento empresarial em termos de desempenho, durabilidade e capacidade. Novas tecnologias flash como TLC e 3D NAND serão apresentadas com o propósito de aumento a capacidade dos drives flash, mas também irão aumentar ainda mais a demanda por inteligência no módulo flash, de modo a gerenciar a complexidade adicional e a durabilidade menor dessas tecnologias. Atualmente, a Hitachi utiliza um processador quad core em seu dispositivos de módulos flash (FMD) que dá suporte a 3,2 TB com um desempenho sustentável e durabilidade mais altos do que Solid State Devices (SSD) de prateleira. Existe uma oportunidade de utilizar o poder de processamento do FMD para fornecer maior capacidade e otimização de cargas de trabalho para certas aplicações.

Listo novamente, para referência, as minhas dez tendências escolhidas em TI para 2015. Falarei sobre as tendências 8, 9 e 10 em meu próximo texto.

1 – TI Voltada para os Resultados do Negócio
2 - Novos recursos que aceleram a adoção de plataformas convergentes e hiper convergentes
3 - Automação de gerenciamento
4 - Definido por Software
5 - A virtualização global acrescenta uma nova dimensão na virtualização do armazenamento
6 - Um maior foco sobre a recuperação de dados e o gerenciamento de cópias de proteção de dados
7 - O aumento da inteligência nos Módulos de Flash Empresariais
8 - Big Data e a Internet das Coisas
9 - A Lagoa de Dados para o Analytics e o Big Data
10 - A Nuvem Híbrida ganha mercado

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