A Internet das Coisas e o trem como serviço

Por: Hu Yoshida
Hu Yoshida é Vice-presidente e CTO Global da Hitachi Data Systems.

Semana passada, eu fui ao Reino Unido e tive a oportunidade de me atualizar a respeito do projeto do Trem Hitachi, que foi inicialmente instalado para os Jogos Olímpicos de Londres. E fico feliz em dizer que houve bastante progresso ao longo dos últimos quatro anos.

O transporte mecanizado sobre trilhos apareceu na Inglaterra pela primeira vez nos anos 1820, há quase 200 anos. Hoje, há um projeto importantíssimo do país para converter o seu sistema de trens intermunicipais movidos a diesel, de 40 anos, em trens elétricos utilizando tecnologias inovadoras da Hitachi. A Internet das Coisas, na qual sensores e máquinas interagem entre si, tem um papel preponderante nesse projeto.

Esses trens se baseiam no design do Shinkansen (trem bala) de alta velocidade, que funciona no Japão desde os Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964. A Hitachi desenha os trens e o sistema de Controle Automático Ferroviário utilizado no Japão. O Shinkansen proporcionou uma inovação social que surtiu um importante efeito na economia, sociedade, meio ambiente e cultura do Japão. Em termos de sustentabilidade, ele produz somente 16% do dióxido de carbono da jornada equivalente de carro, economizando mais de 15.000 toneladas de CO2 por ano no Japão. Estima-se que a mudança do trem convencional para o trem de alta velocidade tenha economizado 400 milhões de horas, um impacto econômico de 500 bilhões de yen/ano. E a conectividade de alta velocidade que ela proporciona torna os municípios rurais capazes de participar do crescimento de grandes cidades. Benefícios sociais semelhantes são esperados no Reino Unido.

Como na TI, a migração para uma tecnologia de nova geração, o sistema de trens elétricos deve ser minimizado. Esses trens serão bimodais, o que significa que eles irão funcionar à base de eletricidade onde as linhas de trem forem eletrificadas e de diesel onde as linhas ainda não forem eletrificadas. O design da Hitachi utiliza motores a diesel localizados abaixo do chão para autopropulsão, que podem ser removidos e convertidos para energia elétrica no futuro. Esses trens irão reduzir o consumo de energia e a poluição, e proporcionar uma experiência mais segura, rápida e confortável para os passageiros das rotas da Intercity East Coast e da Great Western Mainline. Projeta-se a entrada em funcionamento da rota East Coast Mainline para o final de 2016, e da Great Western Mainline para 2017.

Com uma velocidade máxima de no mínimo 125 milhas por hora, o sistema de controle ferroviário é um componente chave desse design. A Hitachi já demonstrou a operação exitosa do seu sistema de controle embarcado com o Sistema de Controle Ferroviário Europeu. Isso permitirá que os serviços ferroviários atravessem as fronteiras e limites entre países distintos sem a necessidade de mudar os sistemas de sinalização ou as locomotivas. Esse sistema requer um controlador padrão exterior e um controlador padrão no carro do trem, que se comunica através de sinais de rádio GSM para uma sinalização, controle e proteção ferroviária em tempo real.

Trens constituem um negócio intensivo de capital com muito material circulante. A manutenção e a organização dos horários são chave para a sua lucratividade. Ao lado da inovação técnica envolvida no Sistema Expresso Intermunicipal do Reino Unido, há também inovação do modelo de negócios. A Hitachi terá a propriedade e cuidará da manutenção dos trens, e o Sistema de Rede Ferroviária do Reino Unidos pagará à Hitachi somente pelo "serviço com pontualidade". A Hitachi irá fornecer "Trem como serviço", convertendo o custo de capital dos trens em uma despesa operacional. Como você pode imaginar, a Hitachi está assumindo uma quantidade imensa de risco de capital. Mas estamos confiantes em nossa capacidade de lidar com esse risco por meio do uso da análise baseada em Big Data. Sensores ficam instalados nos trens para realizar monitoramento, análise, controle e manutenção em tempo real. Um exemplo disso é o modo como o GPS foi integrado ao sistema de controle para controlar as operações das portas dos trens em relação à plataforma da estação, de modo que as portas não sejam abertas onde a plataforma venha a ser menor do que o comprimento do trem.

Boa parte da análise baseada em Big Data será feita em tempo real nos pontos finais, e os dados cumulativos serão armazenados e analizados em Unified Compute Platforms convergentes, providas pela Hitachi Data Systems. Este é um esforço conjunto de diversas divisões da Hitachi, incluindo a Hitachi Consulting Corporation, a Hitachi Rail, a Hitachi Control Systems, a Hitachi Smart Information Systems, a Hitachi IT Platform Division e a Hitachi Data Systems. Este é um projeto de Big Data que já está comprometido para 27 anos. Projetos de Big Data desse tamanho utilizam a "Internet das Coisas" e exigem profunda expertise e experiência em várias disciplinas verticais. Muito poucas empresas têm o escopo e a escala para entregar esses tipos de projetos de Big Data, mas o cenário, felizmente, e para o bem da sociedade, está mudando.

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