CIOs voltados para o resultado dos negócios e novo papel da TI

Por Marcelo Sales, CTO da Hitachi Data Systems para a América Latina*

Recentemente, a Hitachi Data Systems pediu para que a IDC realizasse um estudo sobre a aquisição de soluções de tecnologia da informação. Além de revelar que estamos em um momento de transição quanto ao poder de quem decide a compra de soluções tecnológicas, o estudo apontou uma evolução no papel da TI, que deixou de ser mera facilitadora para se tornar um componente integral dos negócios, em âmbito global. Sobre este assunto, vale lembrar que sempre houve grandes discussões, e distorções, sobre o verdadeiro papel da TI nas organizações.

A área de TI sempre viveu sob o estigma da modernidade, de prover soluções digitais capazes de prever demandas futuras, cujos líderes e colaboradores falam uma língua semelhante a dos computadores, menos inteligível e amigável. E por isso, desde sempre, foi classificada como uma área de inovação.

Acontece que a inovação em TI, até pouco tempo, não advinha de invenções ou da criação de novos métodos que rompessem com antigos padrões, como o termo sugere, mas sim por sua vinculação à produtividade, especialmente aquilo que pode ser obtido por meio da tecnologia e da automação.

Não me entenda mal. Não estou advogando contra o papel inovador da TI. Só que, em minha opinião, a inovação não deveria estar atrelada com tanto peso à produtividade propiciada pela tecnologia e automação, mas sim à capacidade de suprir as diferentes demandas e os desafios simultâneos de múltiplas áreas de negócios. O real papel da TI deveria ser, portanto, auxiliar os departamentos e seus respectivos líderes a fazerem as escolhas mais inteligentes, que preservem investimentos a longo prazo, acelerando seus negócios, gerando maior volume de produção, de forma estratégica e sustentável.

E é exatamente este papel que os líderes de TI estão, aos poucos, voltando a exercer, como comprova o estudo. Segundo os dados coletados, TI tem hoje um papel de parceira junto aos líderes das outras áreas, responsável, entre tantas outras coisas, por determinar, em conjunto, as soluções mais adequadas para o negócio.

Neste sentido, CIOs têm mais responsabilidade do que nunca, o que contradiz a crença geral de que “CIOs se tornariam obsoletos à medida em que a TI fosse evoluindo”. Ainda que algumas corporações estejam adaptando a nomenclatura do cargo para Chief Digital Officer (CDO), por exemplo, pesquisas mostram que esses executivos modernos têm um papel estratégico em suas organizações. Um estudo recente, da Economist Intelligence Unit, apontou que nove em cada dez (89%) entrevistados acredita que o CIO tem um papel estratégico que vai além da gestão da função de TI.

Na América Latina, entretanto, sinto que os CIOs estão distantes do negócio e outros gestores C-Level. Minha percepção é que os CIOs da região estão tão focados na operação, em como manter a área de TI viva, que não têm tempo suficiente para dar o suporte necessário para o planejamento e o desenvolvimento do negócio.

Para que a TI assuma verdadeiramente seu papel como viabilizadora da inovação, eles deverão responder proativamente a essas tendências e se tornarem arquitetos da mobilidade e dos serviços de negócios, identificando e gerando oportunidades, transformando a TI em um centro de lucro. Como Hu Yoshida, Vice-Presidente global da Hitachi Data Systems, disse em um evento recentemente, “a TI precisa garantir o armazenamento, proteção e segurança dos dados e ainda proporcionar uma vantagem competitiva às organizações. E os CIOs devem ser os “trusted advisores”, as lideranças digitais para que estes objetivos sejam alcançados”.

É a TI voltada para os resultados dos negócios, como chamamos dentro da Hitachi Data Systems; ou ainda “ Business Defined IT”, como colegas de outras partes do mundo classificam.

*Marcelo Sales é CTO da Hitachi Data Systems para a América Latina.

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